Concessionárias de Automóveis X Direito dos Consumidores

Todo mundo conhece uma história assim, ou a vivenciou pessoalmente.
É comum o consumidor ter problemas com a Concessionária. Estes podem ser os mais variados, desde comprar um carro e receber outro (diferentes opcionais; diferente número de chassi, quando especificado…) até comprar um carro novo e ter que lidar com problemas mecânicos constantes.

Minha recomendação é, em primeiro lugar, e o mais difícil de ser feito, manter a calma. Qualquer descontrole do consumidor será um fardo apenas pra ele.

A meu ver, as concessionárias não tem muito respeito pelo cliente (vide o pós-venda das mesmas) e gritar, ofender ou até mesmo “quebrar tudo” (como já vimos no noticiário) não vai fazer com que seu direito seja mais respeitado.

Como advogada, acho que processar a empresa é sempre o melhor caminho.

Aliás, acredito que a única maneira de “ofender” uma empresa é fazê-la pagar. Isn’t all about money?

Já que a justiça é lenta, inicie o processo tão logo seja possível. Até porque, quanto mais tempo o consumidor espera pela resolução amigável, mais sente-se frustrado; o próprio ato de protocolar a ação já diminui a ansiedade e coloca as negociações em outro nível.

Havendo falha da concessionária em qualquer aspecto contratual, acione o Judiciário. Quanto mais documentação, melhor.

Você pode, cada vez que tiver que se dirigir a loja, levar uma carta em duas vias explicando o que (não) foi feito (ou escrevê-la na hora mesmo) e pedir pra um gerente ou vendedor assiná-la. A cópia da sua via vai para o seu processo.

Caso haja recusa em assiná-la, é só pedir a assinatura de duas testemunhas identificadas (significa que deve constar CPF e RG e , se possível, endereço, para uma eventual citação, caso elas disponham-se a testemunhar em seu favor), com o informativo de que o gerente recusou-se. Por exemplo: “perante a recusa de Fulano, gerente da concessionária X, em assinar essa missiva, Sicrano e Beltrano o fazem com o propósito de confirmar que a mesma foi entregue diretamente ao gerente, no dia tal, hora tal.”

Hoje também é possível filmar  ou gravar a conversa com seu próprio celular.

Imagino que somente com a geração de tantos processos quanto forem os casos de abuso da empresa não será vantajoso para concessionária desrespeitar o cliente.

About the author: Mariana Deak Alonso